17/08/2010

Miderson fala do impacto dos Presídios


Em entrevista concedida a revista Gestor, Milleo disse que para onde está prevista a construção de uma Penitenciária masculina, não há sequer como receber água em condições apropriadas para o consumo da população carcerária.
No aspecto ambiental, na área de utilidade pública de Taquarituba está a jusante do Rio que serve para a captação de água da cidade. Além da preocupação com o escoamento de resíduos, o prefeito afirma que a estação de tratamento da Sabesp que a cidade possui não comportaria o aumento do consumo, já que estão previstos 750 presos na unidade, o que corresponde a 3% da população de 25 mil habitantes.
Para resolver tal problema, Milleo diz que o governo do Estado fala em furar poços artesianos. “Já fizemos isso em 2001 e tivemos de fechar, pois a água nessa região tem excesso de flúor”, afirma. “A água é imprópria para o consumo e até para tomar banho é difícil.A água fica pegajosa,” justifica.
Miderson acrescentou que, a região sudoeste do Estado apresenta um baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e careceria de outras construções que vêm sendo atendidas de maneira pontual, a cada negociação, segundo ele, embora não tenha havido uma política de compensação.
Ele lembra que o local designado para a construção não é o ideal.Existem outros locais com menos impacto urbanístico, de segurança e ambiental, diz.
Taquarituba chegou a se manifestar contra o Presídio em reunião no Instituto de Engenharia em São Paulo, com 50 representantes da sociedade cível, prefeitos e governadores. Embora reclame da concentração de sete Presídios numa área de 50 Kms (onde inclui as cidades de Cerqueira Cesar, Bernardino de Campos e Taquarituba, tendo Avaré como centro), o prefeito acredita que há também um impacto positivo na possível construção,que ficaria a seis quilômetros do centro do município: a geração de empregos.” Vão ser 200 funcionários recebendo cerca de R$1500,00 por mês, diz. “Como gestor, não gostaria de um Presídio na minha cidade, mas o estado precisa construir essas 49 unidades. Nossa crítica é por não ter sido feito um estudo prévio relacionado ao impacto ambiental, econômico e na infra-estrutura, completa.
Se um dos problemas existentes hoje nas prisões é a condição em que os detentos se encontram, prefeitos e secretários de cidades que abrigarão até 2011 novas instalações argumentam que o mesmo persistirá. Isso porque o planejamento dessas unidades não está sendo feito adequadamente.